A Arte da Guerra por Sun Tzu

Livro:

A Arte Da Guerra

Autor:

Sun Tzu

Gostou do livro? Compre clicando abaixo:

LD-AUTOR-ICON

O AUTOR

Não há informações precisas sobre a vida de Sun Tzu. O filósofo-general chinês viveu há aproximados vinte e cinco séculos, por volta do Século IV a.C, quando a China, dividida em pequenos reinos regionais, vivia guerras fratricidas constantes. Sun Tzu era um comandante de exércitos, um estrategista, um profissional da guerra.

Não há documentos ou provas de sua existência. Contra aqueles que negam que Sun Tzu viveu e efetivamente escreveu A Arte da Guerra, seus admiradores apresentam citações de outros autores, relatando fatos e diálogos datados e circunstanciados (o principal deles consta da apresentação de quase todas as edições do livro, quando, num treinamento, Sun Tzu corta as cabeças das duas concubinas preferidas do Rei, por recusarem-se a cumprir uma simples ordem sua).

LD-CIRCUSTANCIAS-ICON

CIRCUNSTÂNCIAS

Durante dois séculos e meio, a China viveu o que se convencionou chamar de período dos Estados Guerreiros. O país estava dividido em cinco ou seis regiões que, manobrando cada uma seus próprios exércitos, guerreavam entre si na busca do domínio uma sobre as outras, entre o século V e o século II antes de Cristo. Nessas circunstâncias, a guerra era um fato tão corriqueiro, que os exércitos se tornavam uma espécie de atividade profissional, os generais eram os especialistas, assumindo o papel de comandantes, de gestores e de consultores. Sun Tzu era um general de vitoriosas experiências, cuja fama cruzou fronteiras. A esse período alguns historiadores associam importantes mudanças no ato de guerrear, como a criação do “estado-maior”, o uso ordenado de espiões, o estabelecimento de limites sobre como e quando começar e como e quando terminar uma guerra, por exemplo.

LD-PUBLICACAO-ICON-2

A PUBLICAÇÃO

J.J.M. Amiot, missionário da Ordem dos Jesuítas, em 1772, traduziu e publicou na França a primeira edição ocidental conhecida da obra de Sun Tzu. Há referências a outras traduções e publicações em outras línguas e locais, mais ou menos na mesma época, mas a mais citada é atribuída a Napoleão Bonaparte, Imperador da França, dez anos depois da primeira edição, em Paris.

Na própria China, há registros de uma edição-padrão, também do século XVIII, comentada, que se tornou a referência de todas as edições modernas.

O livro A Arte da Guerra continua frequentando as listas de mais vendidos por todo o mundo em pleno século XXI.

LD-IMPORTANCIA-ICON

A IMPORTÂNCIA DO LIVRO

A importância do livro é a importância da guerra, só que multiplicada e ampliada, visto que todos devem estar prontos e aptos para os combates que acontecem nos mais diversos campos, o tempo todo, na vida pessoal, nos negócios, na política. As guerras empurraram o mundo, interferindo diretamente na história da civilização. As guerras inspiraram os teóricos da administração, do marketing e da política. As disputas entre países, entre empresas e entre pessoas (com destaque para empresários e executivos) adquirem contornos de uma batalha sem fim.

Sem tréguas, é verdade, mas com regras mínimas que convém conhecer. Sun Tzu dá as regras básicas e universais, quase todas aceitas e aplicáveis ontem e hoje.

A leitura do livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, é obrigatória, além de prazerosa, para qualquer pessoa que esteja acima do nível de simplesmente obedecer e executar. Desde quando, nos seus primeiros momentos, a teoria da administração foi buscar na guerra as informações, as referências e as perspectivas básicas para a formulação do pensamento e do planejamento estratégico, os assuntos da operação de guerra penetraram o mundo dos negócios e até hoje oferecem apoio para a definição do estilo de muitos profissionais da área.

LD-OLIVRO-ICON

O LIVRO

A Arte da Guerra é um manual militar. Sun Tzu escreve frases curtas e objetivas. Não há qualquer preocupação com a elegância ou com a leveza literária. O livro se desdobra em treze capítulos curtos e diretos. A linguagem é tipicamente militar. Entretanto, a leitura permite extrair, de cada trecho, uma variedade de ensinamentos militares ou não.

Há certa ordem e encadeamento na leitura, como quando ele divide em cinco os elementos essenciais: a influência moral, o clima, o terreno, o comando e a doutrina, e depois comenta cada um, e repete essa maneira de expressar-se em vários outros momentos.

O texto é datado, no sentido de que as expressões se aplicam às características específicas dos combates daquele tempo, mas permite sempre analogias e comparações com qualquer realidade diferente, mais ou menos atuais.

O autor desce a detalhes em alguns momentos marcantes: quando, por exemplo, define e explica os vários tipos de espiões e orienta sobre como e quando convocá-los e usá-los; ou quando explica como usar o fogo contra o inimigo.

O jogo estratégico, que se desdobra em ações táticas, é conceito presente em praticamente todos os momentos do texto, ainda que nem sempre de maneira explícita. E há preocupações mesmo com a saúde financeira do Estado, quando Sun Tzu faz nítidas recomendações para que as guerras sejam rápidas, a partir de cuidados com o impacto dos custos de guerra no Tesouro.

LD-CURTA-ICON

INSIGHTS

  • Onde o exército estiver, os preços serão altos. Quando os preços sobem, a riqueza do povo se esvai. E quando a riqueza se escoa, os camponeses são sobrecarregados com extorsões prementes.
  • Conhece-te e a teu inimigo e vencerás cem batalhas.
  • A invencibilidade está na defesa, a possibilidade de vitória está no ataque.
  • Pode-se comparar um exército com a água, pois, assim como a água corrente evita as alturas e procura os pontos baixos, um exército evita a força e ataca os pontos fracos.
  • A invencibilidade depende de cada um, assim como a vulnerabilidade do inimigo depende dele mesmo; portanto, primeiro tu te tornas invencível.
  • Todo guerreiro se baseia em simulação: assim, o capaz se fingirá incapaz e o ativo apresentará inatividade. Quando próximo, finja estar longe; quando longe, finja estar próximo.
  • Em campanha sê veloz como o vento. Ao marchares, à vontade, terás a majestade da floresta. Nos ataques súbitos e nas pilhagens, copiarás o fogo. Parado, imitarás as montanhas. Tão insondável quanto as nuvens, move-te como o raio.
  • Ocasiões há em que as ordens do Rei não precisam ser obedecidas.
  • Sutil e imperceptível, o perito não deixa rastos, e, divinamente misterioso, é inaudível. Assim se transforma no senhor do destino do seu adversário.
LD-BONS-MOMENTOS-ICON[2

PRINCIPAIS IDEIAS (TAKEAWAYS)

  • A vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e o moral baixa. As tropas a ter de atacar as cidades mostrar-se-ão exaustas. Quando um exército trava campanhas demoradas, as reservas estatais nunca são suficientes. Quando as vossas armas já estão embotadas, o vosso ardor esmorecido e o Tesouro, gasto, os governantes vizinhos aproveitar-se-ão das vossas dificuldades para agir. E mesmo que os vossos conselheiros sejam bons, nenhum deles conseguirá acertar planos para o futuro. É este o motivo por que todos já ouvimos falar de imprudente rapidez em guerras, mas ainda estamos para ver uma operação inteligente levada a cabo com vagar. Porque nunca houve uma guerra prolongada com a qual qualquer país tenha se beneficiado.
  • Na guerra, a melhor política é tomar um Estado intacto. Arruinando-o, seu valor diminui. É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. Aprisionar intacto um batalhão, uma companhia ou grupo de cinco homens é bem melhor do que destruí-los. Porque obter uma centena de vitórias numa centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem o combater, isso sim é o cúmulo da habilidade. Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo. O melhor, a seguir, é destruir-lhe as alianças. Logo depois, o melhor é atacar-lhe as forças armadas.
  • Conhece-te a ti mesmo e ao teu inimigo e vencerás cem batalhas. Quando te conheces, mas desconheces o teu inimigo, podes ganhar ou perder cem batalhas. Se te desconheces e a teu inimigo também, é certo que perderás cem batalhas.
  • Para se ter a certeza da vitória, ataque-se um ponto que o inimigo não defende. Para se ter a certeza de manter o que se defende, defendam-se os pontos que o inimigo não atacará. Por essa razão, contra aqueles que são peritos no ataque, o inimigo não sabe como se defender; contra os que são peritos na defesa, o inimigo não sabe onde atacar. Sutil e imperceptível, o perito não deixa rastos e, divinamente misterioso, é inaudível. Assim se transforma no senhor do destino do seu adversário.
  • A razão por que o príncipe iluminado e o general sábio vencem o inimigo sempre que se deslocam e por que seus feitos ultrapassam os dos homens vulgares está na presciência. Aquilo que se chama presciência não advém nem de espírito ou deuses, nem de analogia com ocorrências passadas ou de cálculo. É obtido por meio de homens que conhecem a situação do adversário. Há cinco tipos de espiões que podem ser empregados: nativos, internos, duplos, dispensáveis e vivos. Quando esses cinco tipos de agentes atuam simultaneamente e ninguém lhes conhece o modo de operar, são chamados “a meada divina”, constituindo um dos tesouros do soberano.
  • Há cinco qualidades negativas no caráter de um general: se é ousado, pode ser abatido; se é covarde, pode ser capturado; se é exaltado, pode fazer figura de louco; se tem um sentido de honra demasiado delicado, pode ser caluniado; se é de natureza misericordiosa, é fácil de perturbar.

Gostei e quero assinar.

Veja modelos de assinaturas disponíveis: