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Livro:

O Poder do Hábito

Autor:

Charles Duhhigg

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O AUTOR

Charles Duhigg é repórter investigativo do The New York Times. Foi autor e colaborador de Golden Opportunities (2007), uma série de artigos que examinavam como empresas estão tentando se aproveitar de americanos em idade avançada, The Reckoning (2008), que estudava as causas e consequências da crise financeira, e Toxic Waters (2009), sobre o agravamento da poluição da água nos EUA e a reação dos órgãos reguladores. Por seu trabalho, Duhigg recebeu os seguintes prêmios: National Academies of Sciences, National Journalism, George Polk, Gerald Loeb, entre outros, e foi parte de um grupo de finalistas do Prêmio Pulitzer de 2009.

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CIRCUNSTÂNCIAS

O autor do livro é um competente jornalista investigativo. Ao tomar para si a pauta do “hábito”, o repórter fez um trabalho jornalístico de alta qualidade. A pesquisa histórica que dá base ao livro é interessante e inteligente, narrada com brilho. Não se pode atribuir à obra um alto grau de rigor científico, entretanto, o autor faz apenas uma excepcional reportagem.

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A PUBLICAÇÃO

O livro O Poder do hábito – por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios – de autoria de Charles Duhigg, foi publicado no Brasil em 2012, pela editora Objetiva, com 407 páginas, no mesmo ano em que foi lançado nos Estados Unidos.

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A IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Não há dúvida de que tanto o hábito quanto a mudança são elementos importantes para a vida pessoal, empresarial e em nível de toda a sociedade. O autor traz estas duas questões para o debate e dá seu ponto de vista, tornando o tema mais interessante a partir da qualidade dos fatos reais muito bem narrados. O livro contribui decisivamente para compreender o processo de formação (ou de mudança) de hábitos, mas sua dimensão e profundidade deverá ser melhor sentida por quem vive algum drama diretamente relacionado à questão.

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O LIVRO

O livro está estruturado em três partes.

  • Na primeira, o autor explica a força do hábito na vida das pessoas e expõe o processo que caracteriza a formação do hábito, uma espécie de loop que envolve três coisas: a deixa, a rotina e a recompensa. A esse loop ele acrescenta o anseio.
  • Na segunda parte, o poder do hábito mostra sua forma de atuar nas organizações empresariais. Nas empresas os hábitos tomam a forma de rotinas e formam uma espécie de memória da organização, decisiva porque funciona como uma base de apoio.
  • Na terceira parte do livro, o autor expõe sua visão dos hábitos sociais e explica como eles se formam (veja acima em “bons momentos”), quais os limites e as possibilidades de mudá-los.

Nas três partes do livro, o autor expõe com detalhes histórias reais de ordem pessoal, empresarial ou social que ajudam o leitor a compreender e articular teoria e prática.

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INSIGHTS

Os indivíduos têm hábitos, os grupos têm rotinas. As rotinas são o equivalente dos hábitos nas organizações.

Se você se focar em mudar ou cultivar hábitos angulares, pode gerar mudanças disseminadas.

Ele concebeu uma série de comportamentos que Michael Phelps podia usar para ficar calmo e focado antes de cada prova, para descobrir essas minúsculas vantagens que, num esporte em que a vitória pode vir em questão de milissegundos, fariam toda a diferença.

A força de vontade é o hábito angular mais importante de todos para o sucesso individual.

A solução era tornar a autodisciplina num hábito organizacional.

Este é o verdadeiro poder do hábito: a revelação de que seus hábitos são o que você escolhe que eles sejam.

Pequenos protestos surgem todo dia no mundo inteiro, e quase todos esmorecem rapidamente. Ninguém tem amigos suficientes para mudar o mundo.

Nossos cérebros anseiam por familiaridade na música porque é através dela que conseguimos ouvir sem nos distrair com a quantidade de sons.

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PRINCIPAIS IDEIAS (TAKEAWAYS)

Os hábitos, dizem os cientistas, surgem porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Se deixado por conta própria, o cérebro tentará transformar quase qualquer rotina num hábito, pois os hábitos permitem que nossas mentes desacelerem com mais frequência. Este instinto de poupar esforço é uma enorme vantagem. Um cérebro eficiente exige menos espaço, o que permite uma cabeça menor, tornando o parto mais fácil e portanto causando menos mortes de bebês e de mães. Um cérebro eficiente também nos permite parar de pensar constantemente em comportamentos básicos, tais como andar e escolher o que comer, de modo que podemos dedicar energia mental para inventar lanças, sistemas de irrigação e, por fim, aviões e vídeo games.

Os hábitos são inevitáveis. Eles podem ser ignorados, alterados ou substituídos, mas os hábitos nunca desaparecem de fato. Estão codificados nas estruturas de nosso cérebro, e essa é uma enorme vantagem para nós, pois seria terrível se tivéssemos que reaprender a dirigir depois de cada viagem de férias. O problema é que nosso cérebro não sabe a diferença entre os hábitos ruins e os bons, e por isso, se você tem um hábito ruim, ele está sempre ali à espreita, esperando as deixas e recompensas certas.

É assim que os hábitos são criados: juntando uma deixa, uma rotina e uma recompensa, e então cultivando um anseio que movimenta o loop. Pense no exemplo do cigarro. Quando um fumante vê uma deixa – digamos, um maço de Marlboro –, seu cérebro começa a esperar uma dose de nicotina. A simples visão de um cigarro é suficiente para que o cérebro anseie por uma dose de nicotina. Se essa dose não chega, o anseio cresce até que o fumante, sem pensar, estenda a mão e pegue o cigarro. Ou pensemos no e-mail, por exemplo. Quando um computador toca um sininho ou um smartphone vibra com uma mensagem, o cérebro começa a antecipar a distração momentânea que abrir o e-mail proporciona.

Hábito ruins nunca podem ser totalmente eliminados. Em vez disso, para mudar um hábito, você precisa manter a velha deixa e oferecer a velha recompensa, mas inserir uma nova rotina. Eis a regra: se você usa a mesma deixa, e fornece a mesma recompensa, pode trocar a rotina e alterar o hábito. Quase todo comportamento pode ser transformado se a deixa e a recompensa continuarem as mesmas. A Regra de Ouro já influenciou tratamentos para alcoolismo, obesidade, transtornos obsessivo-compulsivos e centenas de outros comportamentos destrutivos, e entendê-la pode ajudar qualquer pessoa a mudar seus próprios hábitos.

A evidência é clara: se você quer mudar um hábito, precisa encontrar uma rotina alternativa, e suas chances de sucesso aumentam drasticamente quando você se compromete a mudar como parte de um grupo. A fé é essencial e cresce a partir de uma experiência comunitária, mesmo que essa comunidade possua apenas duas pessoas.

Sabemos que a mudança pode acontecer. Alcoólatras podem parar de beber. Fumantes podem largar o cigarro. Eternos perdedores podem virar campeões. Você pode parar de roer as unhas ou de fazer um lanche no trabalho, de gritar com seus filhos, de passar a noite acordado, ou de se atormentar com pequenas preocupações. E, como descobriram os cientistas, não são apenas as vidas individuais que podem ser mudadas quando alguém dedica atenção aos hábitos. São também empresas, organizações e comunidades.

Alguns hábitos são mais importantes que outros na reformulação de empresas e vidas. Estes são os “hábitos angulares” e eles podem influenciar o modo como as pessoas trabalham, comem, se divertem, vivem, gastam e se comunicam. Os hábitos angulares dão início a um processo que, ao longo do tempo, transforma tudo. Os hábitos angulares dizem que o sucesso não depende de acertar cada mínimo detalhe, mas, em vez disso, baseia-se em identificar umas poucas prioridades centrais e transformá-las em poderosas alavancas.

Esses hábitos organizacionais (ou rotinas) são de uma grande importância, pois sem eles a maioria das empresas jamais conseguiria fazer trabalho algum. As rotinas fornecem as centenas de regras tácitas de que as empresas precisam para funcionar. Elas permitem que os funcionários experimentem novas ideias sem ter que pedir permissão a cada passo. Proporcionam uma espécie de memória organizacional, para que os gerentes não precisem reinventar o processo de vendas a cada seis meses nem entrar em pânico toda vez que um vice-presidente sai da empresa.

E motivo de os hábitos sociais terem tanta influência é porque, na raiz de muitos movimentos – sejam eles revoluções em grande escala ou simples flutuações nas igrejas que as pessoas frequentam – há um processo em três estágios que historiadores e sociólogos dizem que sempre reaparece: – Um movimento começa devido aos hábitos sociais de amizade e aos laços fortes entre conhecidos próximos. Ele cresce devido aos hábitos de uma comunidade e aos laços fracos que unem vizinhanças e clãs. E ele perdura porque os líderes de um movimento dão aos participantes novos hábitos que criam um novo senso de identidade e um sentimento de propriedade.

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